A indústria brasileira de peças automotivas comemorou seu crescimento em 2007. Apesar da desvalorização do dólar frente ao real, que causou impacto negativo nas exportações de auto peças, dados do Sindipeças mostram um crescimento em 2007 de algo em torno de 10% sobre os lucros de 2006. Para 2008, o sindicato de fabricantes de auto peças estima que a produção das montadoras irá crescer em torno de 7% a 10%. O Sindipeças também planeja para 2008 o lançamento do projeto Carro 100% – uma campanha educativa que visa incentivar a manutenção preventiva e a reposição periódica de peças de automóveis. O mercado de peças de reposição representa 12% das vendas da indústria de auto-peças.
Esse é, aliás, um mercado bastante problemático no Brasil. A manutenção dos automóveis da frota nacional movimenta uma cadeia produtiva complexa e muitas vezes polêmica, envolvendo oficinas, lojas de peças automotivas, distribuidores e os conhecidos “desmanches”. Atritos ao longo dessa rede e problemas óbvios em alguns setores, como os desmanches por exemplo, tornam o setor um campo minado para projetos e tentativas de melhoria.
A compra de peças de automóveis para reposição e conserto, seja para carros importados ou nacionais, está sujeita também a uma série de casos mais graves. Graves, por incorrerem em ilegalidade e crime. E graves, por colocarem a segurança do automóvel em risco. Auto peças roubadas, peças recondicionadas sem inspeção ou normas e produtos falsificados são alguns dos problemas que podem surgir. Lojas de auto peças sem idoneidade e um consumidor que prefere preço baixo acima de qualquer coisa formam uma combinação perigosa, em vários sentidos.
Peças piratas podem ser compradas inadvertidamente por uma pessoa de boa fé. Mas também existe o consumidor que irá preferir tal peça devido ao preço. Recondicionadas e embaladas em caixas com nomes tradicionais de fabricantes do mercado, estima-se que esses produtos piratas representem 10% do mercado de reposição de peças. Oficinas e distribuidoras normalmente estão envolvidas nesse esquema de falsificação e se o consumidor não ficar atento, pode prejudicar seu carro e a segurança do trânsito.
Para uma boa compra na hora de consertar seu carro e repor peças de seu automóvel, é preciso observar alguns detalhes. Procurar oficinas e lojas de auto peças idôneas é o primeiro detalhe importante. Nas oficinas, peça orçamento prévio listando as peças necessárias para o conserto. Em muitos casos, pode sair mais barato você mesmo comprar as peças necessárias.
Se você não puder comprar as peças e a oficina ficar encarregada da compra, lembre-se que pelo Código do Consumidor a oficina só pode utilizar peças recondicionadas com sua autorização. Caso contrário, só original. Em qualquer dos casos, deve haver nota fiscal dos produtos utilizados. Muitas peças de automóveis não apresentam problemas se forem corretamente recondicionadas e reutilizadas. O problema é que o Brasil ainda não possui certificação e fiscalização para esse tipo de produto, deixando o consumidor sem garantias.
Muitos desmanches trabalham com produtos legalmente adquiridos. E costumam ser a salvação de quem precisa de peças para veículos fora de linha ou muito antigos. Mas, infelizmente, esse é um setor dominado por receptadores de peças roubadas. Não colabore com a cadeia produtiva dos ladrões – é bastante óbvio que a vítima pode ser você da próxima vez! Ao comprar de desmanches, exija a nota fiscal do produto e garantia de sua procedência.
Para saber mais sobre peças automotivass, com informações sobre lojas, distribuidoras e indústrias de peças para automóveis, visite regularmente nossa página. Ela está sempre atualizada com as notícias mais recentes do setor.
